domingo, 22 de abril de 2012


Diferença entre Filosofia e Filosofia de Vida

A palavra Filosofia (do grego Φιλοσοφία, literalmente «amor à sabedoria») é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação lógica, a análise conceptual, as experiências de pensamento e outros métodos a priori. O ponto de partida da Filosofia é a pergunta. Questionar é a base da atitude de filosofar.
A filosofia ocidental surgiu na Grécia antiga no século VI a.C. A partir de então, uma sucessão de pensadores originais empenhou-se em responder, racionalmente, questões acerca da realidade última das coisas, das origens e características do verdadeiro conhecimento, da objetividade dos valores morais, da existência e natureza de Deus (ou dos deuses). Muitas das questões levantadas por esses antigos pensadores são ainda temas importantes da filosofia contemporânea. 
Já a “filosofia de vida” pode ser entendida como as opiniões expressas por alguém sem nenhum tipo de reflexão ou racionalidade. Nessa concepção, as ideias sobre fatos e fenômenos se baseiam puramente na experiência de vida acumulada ou transmitida por outrem. Esse modo particular de ver o mundo irá definir como cada um se comporta ou procede diante de fatos vivenciados.
Assim, a filosofia é a busca do saber, do conhecimento que se pauta pelo uso da razão, utilizando-se de questionamentos. É não banalizar o que para muitos é banal. É ter atitude de duvidar e de buscar a averiguação das "verdades" que nos são passadas. A Filosofia de Vida já se baseia nas opiniões e saberes que as pessoas adquirem no dia-a-dia, mas sem nenhum cunho científico ou reflexivo. A partir daí as reações a fatos ou acontecimentos ocorrem mediante o que se tem de visão de mundo.


5 comentários:

  1. Roberta, infelizmente muitos de nós vivemos numa filosofia de vida, na qual, somente nossa opinião prevalece sem aceitarmos e sem nos questionarmos, e ainda “batemos o pé” e falamos é assim que penso e não vou mudar, sendo assim ficaremos presos a caverna para o resto da vida caso não queiramos ver a luz da sabedoria.

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    1. Luciene, é interessante isto que comentou sobre a falta de disposição para as mudanças. Somos muitas vezes aqueles que receberam as informações de "fora da caverna, mas não acreditamos na possibilidade do diferente e inovador, o diferente do habitual, acostumamos com as sombras e temos medo do brilho do sol, e fica mais fácil não acreditar que possa acontecer algo novo, melhor e escolhemos ficar com o que conhecemos, a caverna". mas... será que pode surgir ainda aquele(a)que conseguirá tirar alguns deste mundo? há na educação,novos filósofos? Ah! prefiro acreditar que teremos em breve, novos propósitos para a educação.

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  2. Concordo com você, pois temos impregnados em nós valores, hábitos e costumes que direcionam nosso modo de viver que acreditamos ser melhor e mais correto que o dos outros. Mudar essa forma de pensar o mundo e analisar de forma mais minuciosa o que nos é passado e se a postura que temos em relação a algum acontecimento ou fato é a correta não é tarefa fácil. Isso ainda interfere na forma como "ensinamos" nossos alunos, pois às vezes somos radicais e realmente acreditamos que a melhor maneira de ver o mundo é a nossa.

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  3. Roberta, creio que a partir do momento em que paramos e refletimos nossas ações, estamos sim, avaliando e sem dúvida replanejando. Tenho certeza que os desacertos do dia-a-dia da nossa sala de aula,quando pensados por nós,planejamos uma nova estratégia para acertarmos. Infelizmente, encontramos com entraves enormes do sistema educacional que nos impedem de fazer melhor aquilo que já fazemos o máximo para acertar. A questão social dos nossos alunos(as) refletem na sala de aula e a escola não está preparada para nos auxiliar neste problema. Temos que fazer mais do que podemos,daí nossa impotência, pois ás vezes atuamos como mães, pais,psicólogos e outros que necessitam da contribuição para suprir as necessidades dos alunos no cotidiano. Portanto, temos que partilhar nossas angústias e sonhar que aconteça mudanças estruturais na educação em nossa sociedade.

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