Racionalismo
René Descartes é considerado o pai da filosofia
moderna. Descartes afirmava que, para conhecermos a
verdade, é preciso, de início, colocarmos todos os nossos conhecimentos em
dúvida, questionando tudo para criteriosamente analisarmos se existe algo na
realidade de que possamos ter plena certeza. Fazendo uma aplicação metódica da
duvida, o filosofo foi considerando como incertas todas as percepções
sensoriais, todas as noções adquiridas sobre os objetos materiais. E prosseguiu
assim, cada vez mais colocando em dúvida a existência de tudo aquilo que
constitui a realidade e o próprio conteúdo dos pensamentos. Finalmente,
estabeleceu que a única verdade totalmente livre de dúvidas era a seguinte:
meus pensamentos existem e a existência desses pensamentos se confunde com a
essência da minha própria existência como ser pensante. Disso decorre a célebre
conclusão de Descartes: Penso, logo existo
É preciso esclarecer que o termo pensamento utilizado por Descartes tem um
sentido bastante amplo, abrange tudo o que afirmamos, negamos, sentimos,
imaginamos, cremos e sonhamos. Assim, o ser humano era para ele, uma substancia
essencialmente pensante. O pensamento é algo mais certo do que a própria
matéria corporal. Baseando –se nesse principio, toda filosofia posterior que
sofreu a influencia de Descartes assumiu uma tendência idealista, isto é, uma
tendência a valorizar a atividade do sujeito pensante em relação ao objeto
pensado. Em outras palavras, uma
É preciso esclarecer que o termo pensamento utilizado por Descartes tem um
sentido bastante amplo, abrange tudo o que afirmamos, negamos, sentimos,
imaginamos, cremos e sonhamos. Assim, o ser humano era para ele, uma substancia
essencialmente pensante. O pensamento é algo mais certo do que a própria
matéria corporal. Baseando –se nesse principio, toda filosofia posterior que
sofreu a influencia de Descartes assumiu uma tendência idealista, isto é, uma
tendência a valorizar a atividade do sujeito pensante em relação ao objeto
pensado. Em outras palavras, uma tendência
para ressaltar a prevalência da consciência subjetiva sobre o ser objetivo.Se o que sabemos vem da experiência e a experiência apenas nos informa
um pouco sobre como o mundo é, precisamos, de acordo com o empirismo, estar
atentos e críticos às falsas ideias que não podem ser verificadas pelos
sentidos.Essa doutrina que afirma que tudo
que existe tem uma causa inteligível, mesmo que não possa ser demonstrada de
fato, como a origem do Universo. Privilegia a razão em detrimento da
experiência do mundo sensível como via de acesso ao conhecimento. Considera a
dedução como o método superior de investigação filosófica. O racionalismo é baseado nos princípios da busca da certeza e da
demonstração, sustentados por um conhecimento a priori, ou seja, conhecimentos
que não vêm da experiência e são elaborados somente pela razão.
Empirismo
O empirismo é a escola do pensamento filosófico relacionada à teoria do conhecimento,
que pensa estar na experiência a origem de todas as ideias. O nome empirismo
vem do latim: empiria (experiência) e -ismo (sufixo que determina, entre outras
coisas, uma corrente filosófica). Temos, assim, a “corrente filosófica da
experiência”.Ao longo de toda a história da filosofia, diversos pensadores abordaram
a questão, dando importância ao conhecimento da experiência (da sensibilidade)
ao invés de apenas ao intelectual. Entretanto, o principal defensor do
empirismo foi John Locke (1632-1704), filósofo inglês. O empirismo defendido
ficou conhecido como
empirismo britânico, e influenciou diversos filósofos.Locke defendeu que a experiência forma as ideias em nossa mente, no seu
livro Ensaio acerca do entendimento humano, de 1690. Na introdução, ele escreve
que “só a experiência preenche o espírito com ideias”. Para argumentar a favor,
Locke critica o conceito de que já existem ideias em nossa mente (ideias
inatas). Ele procura demonstrar que qualquer ideia que temos não nasce conosco,
mas se inicia na experiência.A experiência, para Locke, não são as experiências de vida. Experiência
para ele são as nossas sensações (sentidos). Ouvimos, enxergamos, tocamos,
saboreamos e cheiramos. Cada um dos cinco sentidos leva informações para o
nosso cérebro. Quando nascemos não sabemos o que é uma maçã, mas formamos a
ideia de maçã a partir dos sentidos. Vemos a sua cor, sentimos o seu aroma,
tocamos sua casca e mordemos a fruta. Cada uma dessas sensações simples nos faz
ter a ideia de maçã. A partir da sensação, há a reflexão. Dessa forma, nossas
ideias são um reflexo daquilo que nossos sentidos perceberam do mundo. Com essa constatação, Locke afirma que, ao nascermos, somos como uma
folha em branco. São, então, os sentidos responsáveis pelo preenchimento dessa
folha.Depois de Locke, o empirismo britânico conheceu a reformulação feita
pelo irlandês George Berkeley (1685-1753). Para ele, o que conhecemos do
mundo não é realmente o que o mundo é. O mundo não é o que percebemos dele.
Podemos perceber o mundo através dos sentidos, mas não conhecê-lo de verdade.Mais radical do que o empirismo de Berkeley está o que pensou David Hume
(1711-1776), natural de Edimburgo, Escócia. De acordo com Hume, só existe o que
percebemos. Todas as relações que fazemos entre o que conhecemos não são
conhecimentos verdadeiros. Podemos conhecer uma bola e podemos conhecer um pé,
porém se chutamos uma bola não há nada que confirme que a bola se move porque
foi o pé que a moveu. Com isto, Hume critica as ciências, pois trabalham com a
ideia de causa e efeito. Essa relação de causalidade (causa-efeito) é uma
relação entre ideias e é, portanto, não verdadeira. Tudo o que pensamos ser
verdadeiro, como a causa do movimento da bola, é imaginação.
Criticismo
Kantiano
Criticismo tem origem no alemão Kritizismus,
representa em filosofia a posição metodológica própria do kantismo. Caracteriza-se
por considerar que a análise crítica da possibilidade, da origem, do valor, das
leis e dos limites do conhecimento racional constituem-se
no ponto de partida da reflexão filosófica. Doutrina filosófica que tem como
objeto o processo pelo qual se estrutura o conhecimento. Estabelecida pelo
filósofo alemão Immanuel Kant, a partir das críticas ao empirismo e
ao racionalismo.As teorias do conhecimento que se desenvolveram na
Antiguidade e na Idade Média não colocavam em dúvida a
possibilidade de conhecer a realidade tal
qual ela é. Contudo as influências do Renascimento levaram,
a partir do século XVII, ao questionamento da possibilidade do conhecimento,
dando, nas respostas ensaiadas, origem às teorias empiristas e racionalistas. Kant supera
essa dicotomia, concluindo que o conhecimento só é possível pela conjunção das
suas fontes: a sensibilidade e o entendimento. A sensibilidade dá a matéria e o
entendimento as formas do conhecimento. O criticismo kantiano tinha como
objectivo principal a critica das faculdades cognitivas do homem, no sentido de
conhecermos os seus limites. Em consequência dessa «critica», foi levado à
negação da possibilidade de a razão humana conhecer a essência das coisas.Assim, em sentido geral, merece a denominação de criticismo a postura
que preconiza a investigação dos fundamentos do conhecimento como condição para
toda e qualquer reflexão filosófica. Segundo esta posição, a pergunta pelo
conhecer deve ter primazia sobre a pergunta acerca do ser, uma vez que, sem
aquela, não se pode garantir com segurança sobre que base a questão do ser está
a ser afirmada. Levado às suas últimas consequências, o criticismo pode ser
encarado como uma atitude que nega a verdade de
todo conhecimento que não tenha sido, previamente, submetido a uma crítica de
seus fundamentos. Neste sentido, o criticismo aproxima-se do cepticismo,
por pretender averiguar o substrato racional de todos os pressupostos da acção
e do pensamento humanos. Devemos referir que tal como o dogmatismo o
criticismo acredita na razão humana e confia nela. Mas ao contrario do dogmatismo,
o criticismo "pede contas à razão".Em sentido restrito, o criticismo é empregue para denominar uma parte da
filosofia kantiana (aquela que diz respeito à questão do conhecimento). Esta
propõe-se investigar as categorias ou formas a priori do
entendimento. A sua meta consiste em determinar o que o entendimento e a razão
podem conhecer, encontrando-se livres de toda experiência, bem como os limites
impostos a este conhecimento pela necessidade de fazer apelo à experiência
sensível para conhecermos. Este projecto pretende fundamentar um pensamento
metafísico de carácter cético. Entre o cepticismo e o dogmatismo, o criticismo
kantiano instaura-se como a única possibilidade de repensar as questões
próprias à metafísica.Fontes: http://breviariodasideias.blogspot.com.br/2008/11/o-racionalismo-de-ren-descartes-idias.html. Acesso em 03/05/2012, às 14:45h
http://www.algosobre.com.br/sociofilosofia/racionalismo.html.
Acesso em 03/05/2012, às 15:00h.
http://www.mundoeducacao.com.br/filosofia/empirismo.htm.
Acesso em 03/05/2012, às 15:16h.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Criticismo.
Acesso em 03/05/2012, às 15:25h.
No criticismo todo o conhecimento inicia-se com a experiência, mas este é organizado pelas estruturas a priori do sujeito. Segundo Kant o conhecimento é a síntese do dado na nossa sensibilidade (fenómeno) e daquilo que o nosso entendimento produz por si (conceitos). O conhecimento nunca é pois, o conhecimento das coisas "em si", mas das coisas "em nós".
ResponderExcluirfonte:http://afilosofia.no.sapo.pt/11.Modelosexplicativos.1.htm. Acesso 04 de maio de 2012.